As sete metas da COP18

A COP-18, Conferência das Partes da ONU que discute anualmente – e de maneira cada vez mais dramática – sobre as mudanças climáticas, entrou hoje em sua segunda semana de execução, tendo lugar em Doha, no Catar, país com maior emissão de carbono per capita do mundo.

A principal meta da conferência é assegurar que o Protocolo de Kyoto, terá um segundo round efetivo com novas metas de diminuição de emissões de carbono para os países participantes, a ser iniciado ainda nesse ano e com análise final prevista para daqui a cinco a oito anos.

Mesmo com a presença de 17.600 inscritos de mais de 190 países, a atmosfera é de protecionismo e rixa, especialmente entre países desenvolvidos e não-desenvolvidos.

Japão, Rússia, Canadá e Nova Zelândia se colocaram fora da nova etapa do acordo, por julgarem algumas metas de redução injustas e baseadas em medições defasadas, feitas na menos poluída década de 1990. Alguns deles, defendem rascunhar um novo tipo de acordo, que só entraria em vigor em 2020. Mas não há tempo suficiente para esperar.

Para embasar as decisões, chegam nessa semana os principais ministros, que irão caracterizar a fase de Alto Nível da conferência. Ou seja, quem decide mesmo, só começará a debater agora.

Segundo o World Resources Institute, as sete palavras-chave das discussões da COP18 são: Transparência, Financiamento, Ambição Pré-2020, Equidade, Plano de Trabalho, Mercado de Carbono e Regras de Comprometimento para a Segunda Etapa do Protocolo de Kyoto.

No fim, acho essa cerimônia toda incompreensível já que o bem-estar da humanidade está em jogo, mas concordo quando os representantes afirmam que o nível de complexidade técnica e política de planos de ação como esses é imenso. Em uma semana, vejamos as conclusões de mais uma grande reunião do clima.