O melhor site de informação ambiental do Brasil. Não só na minha opinião

Criado em 2005, o portal EcoDebate é o mais popular do segmento de notícias socioambientais no Brasil, segundo o site de rankings da web, alexa.com. Na terra que abriga a Amazônia e foi anfitriã do combo Rio-92 e Rio+20, isso representa muito.

O site valoriza a informação aprofundada sobre conscientização aos problemas ambientais de diversas naturezas e adota uma visão “militante e nem por isto menos jornalística”, segundo um de seus criadores e atual coordenador, o jornalista Henrique Cortez.

Logo EcoDebate. Foto: Google Images.

Logo EcoDebate. Foto: Google Images.

O portal recebe 125 mil visitas mensais e seus artigos são amplamente compartilhados. Todos os textos estão em “Copyleft”, ou seja, é autorizado propagar, sim, com apenas os devidos créditos autorais.

O time de colaboradores (articulistas, colunistas e alguns jornalistas correspondentes internacionais) enviam seus artigos e reportagens a Henrique e Regina Lima – também jornalista – que recebem, organizam, editam e publicam os textos, além de organizarem uma newsletter disparada para 7 mil assinantes.

Tudo voluntariamente, nas horas vagas de seus trabalhos “oficiais”. Todo dia, às oito da manhã, pode crer que as novas sobre o Código Florestal, ações de fiscalização do Ibama ou protestos pela soberania alimentar, já chegaram em sua caixa de email.

Conversei um pouco com o Henrique, esse verdadeiro paladino da informação ambiental no Brasil:

ANM- É possível mensurar o sucesso “qualitativo” dos trabalhos do portal Ecodebate, levando em conta que seu objetivo é também conscientizar?

Não creio que exista uma forma de mensurar de forma qualitativa, exceto pelas redes sociais (rastreáveis nos posts) e pela reprodução. O Alexa, por exemplo, registra a reprodução de nosso conteúdo em outros sites, totalizando 591 links distintos.

ANM- É possível dizer que o caráter “alarmista” constitui a natureza das pautas de jornalismo ambiental? O Ecodebate atua conscientemente no intuito de amenizar essa lógica?
A pauta ambiental não é alarmista, é real. A crise socioambiental global não é mito, é fato. No entanto, tentamos dar base técnica e científica no que publicamos. É mais simples seguir a linha ‘baixos teores’ da mídia de futilidade pública, mas estes são tempos difíceis que exigem exposição objetiva dos fatos.

ANM- Qual é o tema que gera mais interesse e comentários entre os internautas do portal? Ou seja, a pauta atestadamente “quente”? Isso tem variado muito nos últimos tempos?
Os comentários são dispersos, mas, em geral, a pauta ambiental gera mais comentários que a pauta de cidadania, evidentemente mais social. Raramente ocorrem comentários sobre trabalho escravo/degradante, trabalho infantil, questões indígenas, grilagem, reforma agrária, etc…

ANM- O que caracteriza um excelente veículo de informação ambiental, em sua opinião? Seria possível elaborar um “tripé” de requisitos?
Não tenho uma boa resposta pára isto e acho que ninguém tem. Na verdade, como é regra na mídia, temos veículos diferentes, com diferentes conceitos editoriais e pautas, que atendem a diferentes leitores(as). Na prática, temos veículos diferentes para diferentes públicos.

ANM- No balanço total, há suficientes notícias boas para que seja amenizado o pessimismo geral sobre o panorama ambiental do planeta?
Sinceramente? Não. Mas dê um ‘desconto’ porque estou nesta praia a tempo demais… O problema é que as questões socioambientais despertam pouco interesse na sociedade. Veja, por exemplo, o editorial “Afinal, mídia alternativa e independente para que? “. Veja, também, a minha entrevista em Consumo ético. Uma forma de “indulgência” ao “pecado” do consumo | Revista IHU Online #295