Highlights do III Congresso Internacional de Boas Práticas Ambientais em SP – a CiBoPs

A III Cibops aconteceu nos últimos 22 e 23 de agosto, dessa vez no auditório da Universidade Anhembi Morumbi, em SP.

As discussões dos palestrantes presentes superaram minhas expectativas – haviam vinte e cinco convidados – e quem queria atualizar conceitos sobre a transição para a sustentabilidade, obter mais prós e contras sobre a economia verde e debater uso racional – e emergencial – de recursos naturais, acertou em cheio de estar por lá.

Divulgação do evento. Foto: Instituto Mais.

Divulgação do evento. Foto: Instituto Mais.

Todos os especialistas em cena no congresso contribuíram com alguma boa e nova perspectiva sobre os temas. Os cinco paineis que assisti foram: “Economia Verde e Empreendedorismo”, “Inovações, Processos e Tecnologias Verdes”, “Governança e Práticas de Sustentabilidade”, “Políticas Públicas e Infra-Estrutura” e “Comunicação e Cultura de Sustentabilidade”.

Nomes que me supreenderam e alguns depoimentos seus:

Lala Deheinzelin – Especialista em Economia Criativa e Desenvolvimento Sustentável

“Não adianta mudarmos tecnologias e produtos, se não mudarmos processos e mentalidades”.

“Consequências”, e “Escolhas” deveriam ser matérias de escola”

“Devemos passar por uma “desmaterialização” do consumo, onde o importante será usar, e não, ter.”

“Estamos formulando políticas que já não irão fazer sentido em um futuro próximo.”

“Devemos perceber outros tipos de riquezas, as trocas não deveriam se encerrar apenas no uso da moeda.”

Ricardo Young – Ex-presidente do Instituto Ethos e ex-candidato ao senado por São Paulo.Conselheiro dos Institutos Akatu e Democracia e Sustentabilidade.

“Vivemos uma catástrofe anunciada da economia tradicional (…) a economia verde será importante para estimular a revisão dos fundamentos do capitalismo tradicional.”

“Acredito no trabalho em cima de quatro eixos para que nosso paradigma seja atualizado:

1ºeixo: Mudança à uma cultura de ensino voltada para a gestão ambiental

2ºeixo: Novas tecnologias que possibilitem a descentralização da produção energética

3ºeixo: Novos marcos regulatórios legais que orientem um novo código de ética

4ºeixo: Revolução nos valores -> Transição de uma visão antropocentrica (Declaração dos Direitos Humanos, 1948), para uma biocêntrica (Carta da Terra, 1994)”

Amyra – Ex-”dealer” do Banco Central do Brasil”, fundou o projeto da Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais que critica a mercantilização de bens naturais de uso público.

“Um dos principais problemas envolvendo a economia verde é a financeirização dos bens comuns (especialmente a água) e o conflito conceitual entre commodities e créditos ambientais.”

“Transformaram a poluição em commodities. Ou seja, em mercadoria que pode ser trocada ou vendida e isso precisa ser mudado, porque a poluição deve ser eliminada e o mercado de créditos de carbono simplesmente não inclui esse fato”.